Funções e mecanismos da TARDIS, de Doctor Who

Ana Melo
Por Ana Melo
07/08/2015

TARDIS (Tempo e Dimensões Relativas no Espaço, na sigla em inglês) é a máquina do tempo e nave espacial do Doutor, além de um ícone da cultura nerd. Além da capacidade de se mover para qualquer ponto do tempo e do espaço, ela tem diversas funções para auxiliar nas viagens – nem sempre completamente eficientes para o que as personagens querem, mas que as levam para onde precisam ir. Confira alguns dos principais e mais curiosos dispositivos, máquinas e equipamentos que tornam a nave a mais fiel companheira em Doctor Who.

CIRCUITO CAMALEÃO (CHAMELEON CIRCUIT)

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Possibilita mudar o exterior da TARDIS, de forma a se camuflar no ambiente em que pousa. Porém, essa ferramenta estragou quando o Doutor ainda estava em sua primeira regeneração, e desde então a máquina tem a mesma forma. Na realidade, a ideia original dos produtores era que o circuito de fato funcionasse, mas foi descartada pelo custo que isso teria. Entretanto, no episódio Attack of the Cyberman, da época do Colin Baker, o chameleon circuit foi consertado, embora não perfeitamente. Assim, a TARDIS assume as formas, nem sempre adequadas ao lugar, de um armário de cozinha, de um órgão musical e de um portão. Como é de se imaginar, ao final do episódio o circuito quebra novamente, voltando à forma da conhecida caixa azul.

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CONTROLE DIMENSIONAL (DIMENSIONAL CONTROL)

É responsável pela característica que impressiona qualquer personagem que entra na TARDIS: “É maior por dentro!”. A explicação para isso é que o interior da nave se encontra em uma dimensão diferente de seu exterior. Tecnologia dos Senhores do Tempo (Time Lords), a espécie do Doutor.

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CORAÇÃO DA TARDIS (HEART OF THE TARDIS)

Qualquer fã provavelmente se lembra da cena do Bad Wolf, no final da primeira temporada. Quando a Rose olha diretamente para o coração da TARDIS, ela consegue ver tudo do tempo e do espaço e cada átomo da existência, como ela mesma descreve. Isso porque o coração é a essência da nave e sua “mente”, o que lhe dá vida e lhe permite viajar pelo universo. Essa energia é extremamente poderosa e fatal caso absorvida.

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CIRCUITO DE TRADUÇÃO (TRANSLATION CIRCUIT)

Como vários outros problemas, a questão da comunicação entre espécies em Doctor Who foi resolvida através da TARDIS. A nave traduz automaticamente quase qualquer idioma para o de cada um em específico. Ou seja, quem viaja na TARDIS passa a ouvir qualquer ser no universo falando seu idioma. Ela também permite ler e falar em outras línguas, tudo de maneira inconsciente. Isso facilita não apenas a comunicação e as viagens, como a fluência da série em si, pois ouvimos todas as personagens falando inglês. Entretanto, há algumas falhas conhecidas no sistema; o circuito não traduz gallifreyan (do planeta do Doutor) ou o idioma dos Judoon (episódio Smith and Jones), por exemplo.

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SINO DO CLAUSTRO (CLOISTER BELL)

Alarme para emergências; avisa quando a TARDIS ou o Doutor e os companheiros estão em grande perigo. O sino apareceu em diversos episódios, tanto da série atual quanto da clássica. Ele soou, por exemplo, no episódio Logopolis, da época do 4º Doutor, quando o Mestre (Master) põe o universo em perigo, e quando a nave foi danificada por uma radiação em Journey to the Centre of the TARDIS.

MÁQUINA DE COMIDA (FOOD MACHINE)

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Um aparelho que aparece em apenas dois arcos do primeiro Doutor, além de histórias adicionais em livros e áudios. Embora nada fundamental para o funcionamento da TARDIS, é um componente bem divertido. Através de códigos, que podem ser encontrados em um manual, a máquina produz cubos com o gosto da comida que se escolher. Uma pena que nunca mais tenha sido mencionada – seria engraçado ver o 11º Doutor procurando o código para “fish fingers and custard”.