Doctor Who: ‘de todo tempo e espaço, por onde você quer começar?’

Ana Melo
Por Ana Melo
20/03/2015

“Tem várias coisas que você precisa para atravessar o universo. Dobra espacial… refratores de buraco de minhoca… Você sabe o que você precisa mais do que tudo? Você precisa de uma mão para segurar.”

The (Eleventh) Doctor (6×06)

Doctor Who existe desde 1963 – quando os episódios ainda eram em preto e branco e o efeito sonoro mais característico da série fora criado com uma chave e cordas de piano – até hoje, embora tenha havido um breve hiato de dezesseis anos. Ok, na verdade, a série foi cancelada em 1989, mas perceberam que um mundo sem Doctor Who não estava funcionando e então, em 2005, ela voltou com tudo: novos produtores, novo elenco, novo Doctor.

O protagonista, esse tal de Doctor, é de outro planeta e o último de sua espécie. Essa espécie, os Time Lords, são fisicamente parecidos com os humanos (ou nós somos parecidos com eles – eles vieram primeiro), mas têm dois corações e uma característica que é um dos motivos da série poder durar tanto tempo: em vez de morrer, eles regeneram. Toda sua aparência, sua personalidade (e o ator) mudam, mas a memória permanece – é o jeito que eles têm de “enganar a morte”.

A série mostra as viagens que o Doctor faz no tempo e no espaço, com sua nave (a TARDIS) e alguma companion (quase sempre uma menina bonita da Terra na faixa dos 20 anos). Assim, tem episódios para todos os gostos, desde aliens metálicos lutando contra robôs metálicos até visitas ao tempo de grandes gênios, como Shakespeare e Van Gogh. Além de todas essas aventuras que nos fazem desesperadamente querer viajar com ele e conhecer o universo, há episódios emocionantes em que é impossível não xingar o roteirista (“Dammit, Moffat!”) – depois de parar de chorar, é claro.

Atualmente, a série é estrelada por Peter Capaldi e Jenna Coleman e os episódios voltarão na primavera deste ano, com a nona temporada (desde 2005). No balcão desta taberna, discutiremos várias dessas viagens.

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