O Macabro Roteiro de Halloween da Taberna

Senhor D
Por Senhor D
30/10/2015

Quando era criança, perguntei à minha mãe por que não comemorávamos o Dia das Bruxas. Eu via na televisão como era nos Estados Unidos, com crianças fantasiadas pedindo guloseimas, casas decoradas, abóboras sorridentes, aquela festa toda. Por que algo tão legal não acontecia aqui? Por que eu não podia me vestir de Conde Drácula e sair à noite para propor “doces ou travessuras” aos vizinhos? A resposta que recebi me deixou atordoado. Segundo minha mamãezinha, no Brasil não tinha Halloween porque aqui se festejava o Carnaval.

Aquela explicação me deixou chocado. Afinal, o que têm a ver Carnaval e Halloween, além das fantasias? Quero dizer, por que a existência de um significa ter de abrir mão do outro? E mais, se tivéssemos que escolher por um deles, quem foi o idiota que elegeu o Carnaval, pensava comigo mesmo. Não é óbvio para todo mundo que Halloween é muito mais legal? Talvez os adultos discordem, só podia ser por isso. Será que ninguém nunca pensa nas criancinhas neste país? Eu ficava indignado, vocês não?

O fato é que não digeri muito bem aquilo, até hoje não superei. Em misto de protesto e solução, passei a criar meus próprios roteiros de Dia das Bruxas — que embora não incluíssem fantasias e traquinagens pela rua, não faltavam porcarias para comer, filmes para assistir e histórias de terror para ouvir e contar.

Desde então, mantenho a tradição. No 31 de outubro, compro Doritos, Toddynho e chocolate — pedir pizza também vale, se não for sabor “portuguesa”. Separo livros, jogos, filmes e séries para desbravar ou revisitar. Então, começo a maratona anual de Halloween fazendo tudo aquilo que adoro fazer mesmo quando não é Halloween, que é comer besteira e consumir cultura de gosto duvidável.

E para quem também pretende celebrar a data, seja sozinho ou acompanhado, a Taberna traz dicas de filmes, livros, séries e quadrinhos para se atracar durante o Halloween — ou depois dele, ou quando quiserem, ou nunca, porque aqui, na Taberna, vocês é quem mandam. E feliz Dia de Todos os Santos!

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     O MACABRO ROTEIRO DE HALLOWEEN DA TABERNA
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QUEM VAI DE ZUMBI…

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Os devoradores de cérebro estão em alta em tudo que é mídia.
Não faltam opções para os fãs se deliciarem…

Um filme clássico: A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

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O diretor George Romero é responsável pelos zumbis da forma como os conhecemos hoje. Em 1968, chamou uma cambada de amigos, juntou um orçamento ridículo e produziu A Noite dos Mortos-Vivos. Com um protagonista negro e repleto de crítica social, o clássico é indispensável para os amantes do gênero.

Um filme novo: Guerra Mundial Z (2013)

Embora não seja bem um filme de terror, Guerra Mundial Z é a primeira grande produção em termos de orçamento para um sobre zumbis. Estrelado por Brad Pitt, o longa é baseado no romance literário de mesmo nome escrito Max Brooks.

Para aterrorizar: Extermínio (2002)

Para quem pensa que zumbis são alvos fáceis, Extermínio prova que a coisa pode ficar bem feia com esses monstrengos. O longa mostra a destruição da sociedade após a liberação de um vírus conhecido como Rage, que através de contato por saliva ou sangue, leva os infectados a um estado de descontrole assassino.

Pode ver sem medo: Shaun of the Dead (2004)

Batizado no Brasil de Todo Mundo Quase Morto (eita mau gosto), Shaun of the Dead é uma comédia romântica repleta de humor negro e com zumbis por toda parte. Indicado especialmente para quem aprecia humor britânico.

Um livro: Apocalipse Zumbi (Alexandre Callari)

ApocalipseZumbi-209x300Primeiro livro de ficção do autor Alexandre Callari, Apocalipse Zumbi (da capinha legal aí ao lado) é considerado um dos primeiros livros do gênero escritos no Brasil. Mas o fato de ser brasileiro não é o único motivo da sugestão. Está aqui porque é uma obra bem caprichada, com uma trama amarrada, instigante e cheia de ação. Vale a pena experimentar.

Uma série de TV: In the Flesh

Quem pensou que eu diria Walking Dead, se enganou. Não que eu não goste da série, pelo contrário. Acontece que todo mundo já sabe das confusões enfrentadas por Rick e companhia. Por isso, nossa dica é In the Flesh, da rede BBC. Criada por Dominic Mitchelle dirigida por Jonny Campbell, a série tem como enredo principal a inserção de zumbis ‘curados’ na sociedade.

Quadrinho: Walking Dead (Robert Kirkman)

Desta vez não tem como fugir. Por mais que haja outras HQs com mortos andantes, Walking Dead é insuperável na nona arte, a melhor e mais longeva história em quadrinhos sobre zumbis.

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QUEM VAI DE VAMPIRO…

 

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Vampiros são tão legais, mas tão legais, que nos seduzem mais do que assustam. Who wants to live forever?

Um filme clássico: Nosferatu (1922)

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Desavergonhadamente inspirado no livro de Bram Stoker, o filme Nosferatu é um espetáculo visual, considerado um marco do expressionismo alemão. O mais legal é que Max Schreck, o ator que interpreta o Conde Drácula Orlok, era um vampiro de verdade — ou ainda é, já que são imortais. Duvidam que ele era mesmo um vampiro? Então assistam a outro filme, um chamado “Shadow of the Vampire” (2000), que vocês vão ver.

Um filme novo: Stake Land (2010)

Dois anos depois do início da saga Crepúsculo no cinema, Stake Land – Anoitecer Violento surge para aliviar a dor dos amantes de histórias de vampiros. O filme mostra que, mesmo com baixo orçamento e quase nenhuma publicidade, é possível realizar uma obra digna dos herdeiros de Caim.

Para aterrorizar: 30 Dias de Noite (2007)

Baseado na graphic novel de mesmo nome, escrita por Steve Niles, 30 Dias de Noite mostra o que acontece quando uma cidade do Alasca é atacada por um grupo de vampiros dos mais mal encarados que jamais se teve notícia. Os sugadores vão aproveitar um mês inteiro sem luz do Sol para atacar os moradores da região. Para se defender, os nativos formam um grupo que pretende combater as criaturas.

Para ver sem medo: A Hora do Espanto (1985)

O drama de um adolescente que vê a mãe ser cortejada e seduzida pelo vizinho vampiro é o que vemos em A Hora do Espanto, filme que exala anos oitenta e humor negro.

Livro: Entrevista com o Vampiro (Anne Ricce)

Drácula, de Bram Stocker, é considerado, e com méritos, o maior clássico da literatura vampiresca. Depois dele, não há dúvidas, nenhum autor tratou tão bem dos bebedores de sangue quanto Anne Ricce. E é pela mitologia e organização “biológica” que a escritora atribuiu às criaturas noturnas que sua obra-prima, Entrevista com o Vampiro, é a nossa dica de livro para o Halloween. Quem estiver com pressa, pode assistir ao filme com o Brad e o Cruise, que também é bem bom.

Uma Série de TV: The Strain

Os fãs de Vampire Diaries e True Blood que nos perdoem, The Strain é a melhor série de vampiros para começar a assistir neste Dia das Bruxa — vale até uma maratoninha às ganhas para fechar temporada. Adaptada dos livros da Trilogia da Escuridão, escritos por Guillermo del Toro e pelo romancista Chuck Hogan, a série é daquelas de causar dependência.

Nos quadrinhos: Vampiro Americano (Scott Snyder)

Criada por Scott Snyder, a HQ Vampiro Americanoexplora a ideia de evolução dos chupadores de sangue, apresentando uma espécie diferente, melhorada, com novos poderes e características. A série teve até pitacos de Stephen King nas primeiras edições. O mestre do terror inclusive assinou uma das histórias. O título foi lançado pelo selo Vertigoda DC Comics.

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QUEM VAI DE BRUXA

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Parangaricutirimirruaro! Ahahahahahahahahahahahahhahahahahhahahahahahahhahaha! Ahaaaaaaaaaaaá! (cof cof cof)

Um filme clássico: As Bruxas de Eastwick (1987)

Um trio de mulheres entediadas encontra-se semanalmente para discutir sobre homens e seus defeitos, ao mesmo tempo em que sonham com o parceiro ideal. As vidas das três, porém, enlouquece quando se envolvem com o misterioso Daryl Van Horne (interpretado pelo grandioso Jack Nicholson), que acaba de se mudar para a pacata cidade onde elas vivem. A partir daí, surge a dúvida: teriam sido elas capazes de conjurar homem tão rico, charmoso e, aparentemente, perfeito. Esse é para assistir regado a pipoca.

Um filme novo: Arraste-me para o Inferno (2009)

arrasteme_para_o_inferno-300x214Tudo bem que a velha cigana (imagem aí à esquerda) não é bem uma bruxa, pelo menos não no sentido clássico do termo. Mas a maldição que ela roga para cima da pobre Christine Brown é digna das fogueiras mais altas da idade média. Dirigido por Sam Raimi(aquele mesmo de Evil Dead) Arraste-me para o Inferno é um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos.

Para aterrorizar: A Bruxa de Blair (1999)

Quem não é mais adolescente sabe bem do rebuliço que esse filme despertou quando foi lançado. Entre discussões sobre ser ou não ser uma história real, A Bruxa de Blair foi um sucesso de bilheteria (principalmente levando em conta o baixíssimo investimento) que até hoje divide opiniões. Independente disso, é filme obrigatório para os fãs do terror.

Para ver sem medo: Abracadabra (1993)

Sim, é um filme da Disney. Sim, é quase um filme infantil. Sim, passa na Sessão da Tarde. Tudo isso é verdade. Mas também é verdade que Abracadabra é um dos nossos filmes favoritos sobre Halloween, e falamos sério.

Uma série de TV: American Horror Story: Coven

Seremos sinceros, pessoal: nós da Taberna não assistimos ainda a um episódio sequer dessa série. Mas vimos as propagandas na Fox e nos pareceu legal (diferente das duas primeiras temporadas deAmerican Horror Story, que acompanhamos e achamos meia-boca). Por isso, essa dica serve também para nós.

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QUEM VAI DE FANTASMA…

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Dos camaradas aos zombeteiros. Está cheio de alma penada que não quer largar o osso no plano terrestre.

Um filme clássico: Os Espíritos (1996)

Dirigido por Peter Jackson, Os Espíritos conta a história de Frank Bannister (Michael J. Fox), um médium charlatão que consegue “limpar” as casas dos clientes pelo fato de estar associado aos fantasmas que as assombram. De repente, ele se vê no caminho de um fantasma “serial killer” que voltou para continuar matando e quebrar todos os recordes de assassinatos. Apesar do viés cômico de algumas cenas, o filme tem uma inclinação bem macabra.

Um filme novo: Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma (2015)

Ainda falaremos deste filme mais profundamente. O que dá para adiantar, porém, é que não se trata de nenhuma maravilha da sétima arte. Mas para quem prefere celebrar o Halloween no escurinho do cinema, o quinto filme da franquia Atividade Paranormal é uma boa pedida, já que ainda está em cartaz. Cabe acrescentar que o 3D está bem honesto, vale o investimento.

Para aterrorizar: Espíritos – A Morte está ao Seu Lado (2004)

Perdemos a conta de quanta gente disse que esse é o filme mais assustador que já viu na vida. Produzido na Tailândia, Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado é um filme para gelar a espinha. A Taberna recomenda: não assista sozinho.

Para ver sem medo: Beetlejuice (1988)

Beetlejuice, Beetlejuice…

Livro: A Outra Volta do Parafuso (Henry James)

Henry James utiliza-se da construção em abismo para contar sua história em A Outra Volta do Parafuso. As aparições que assombram a jovem professora na propriedade de Bly saltam das páginas desta obra prima do terror psicológico. Recomendável não só para os fãs de terror, mas também para os amantes de literatura de qualidade.

Série: Yami Shibai – Histórias de Terror Japonesas

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Yami Shibai é uma animação de terror japonesa. Cada episódio conta uma história diferente, abordando lendas urbanas e folclore nipônicos. Os capítulos duram cerca de cinco minutos, mas capricham nos sustos. Uma pedida e tanto para o Halloween. Dica: assistam a todos os episódios em uma sentada só.
Nos quadrinhos: A Floresta do Suicídio (El Torres)

O escritor El Torres e o desenhista Gabriel Hernandez exploram nessa HQ o lado mais sombrio daAokigahara, o famoso mar de árvores japonês também conhecido como A Floresta dos Suicidas, ou como os autores preferiram chamar no título: A Floresta do Suicídio. Espíritos lamentosos não faltam nessa perturbadora história em quadrinhos.

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QUEM VAI DE MONSTRO…

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Nos pântanos, laboratórios ou calabouços. Nas florestas, sob a Lua cheia. Não tem tempo ruim para os monstrengos.

Um filme clássico: O Lobo (1994)

Testemunhar Jack Nicholson interpretando um lobisomen é motivo de sobra para conferir O Lobo. Também tem Michelle Pfeiffer e Christopher Plummer no elenco, mas nada como ver o velho Nicholson em forma e com aquele sorriso sapeca ao qual nos acostumamos.

the-babadook-book-picture-1-229x300Um filme novo: The Babadook (2014)

Terror psicológico escrito e dirigido pela estreante Jennifer Kent, o filme conta  a história de uma mulher e seu filho que são atormentados por uma entidade do mal. The Babadook (da figura bizarra aí ao  lado) é considerado um dos melhores filmes de terror de 2014.

Para aterrorizar: Olhos Famintos (2001)

Dois irmãos voltam de viagem quando são perseguidos por uma criatura assassina, feia que dói, e que dirige uma caranga envenenada. A trama de Olhos Famintos se passa na estrada, com cheiro de asfalto, ao melhor estilo road movie. É quase um Mad Max de terror.

Para ver sem medo: Goosebumps: Monstros e Arrepios (2015)

Mais uma dica para quem quer pegar um cineminha no Halloween. Goosebumps é inspirado na série de livros de horror juvenil homônima criada pelo autor Robert Lawrence Stine, que, diga-se de passagem, virou personagem interpretado por Jack Black no filme. Longa inofensivo para curtir o Dia das Bruxas com a criançada.

Um livro: O Médico e o Monstro (Robert Louis Stevenson)

Pensamos em Frankenstein, provavelmente o ícone maior dos monstros horrendos da literatura. Mas a obra de Mary Shelley, ainda que de extrema importância, não tão ágil como o Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson. Outra vantagem da história de Jekyll e Hyde é ser um livro curto, que pode ser devorado de uma vez só, ótimo para quem não quer deixar rastros para o dia seguinte.

Uma série de TV: Penny Dreadful

Criada por John Logan, a série se passa na Londres da época Vitoriana e entrelaça, com toques sobrenaturais, as origens de vários personagens literários de terror, como Frankenstein, Van Helsing, Dorian Gray, Jack o Estripador e Drácula. Vale a maratona.

Nos quadrinhos: O Monstro do Pântano

Toda a série de O Monstro do Pântano é indicada, mas as histórias da fase conduzida por Alan Mooresão especialmente recomendáveis. O personagem é da DC Comics, mas a pegada é bem peculiar, bem sombria. Para quem pretende começar, a boa notícia é que encadernados de diversos arcos estão nas bancas, recém-lançados pela editora Panini.

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QUEM VAI DE PSICOPATA

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Se vai acampar, te matam. Se vai fazer amor, te matam. Até no sonho eles te pegam. Tem como escapar desses malditos?

Um filme clássico:

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Qualquer um com Jason, Freddy, Michael Myers ou Leatherface.

Um filme novo:

Qualquer um com Jason, Freddy, Michael Myers ou Leatherface.

Para aterrorizar:

Qualquer um com Jason, Freddy, Michael Myers ou Leatherface.

Para ver sem medo: Pânico (1996)

what-are-the-best-lines-from-horror-movies-995615961-oct-24-2012-1-600x800-218x300Dirigido por Wes Craven (que Deus o tenha), Pânico é um filme de psicopata que brinca com os clichês do subgênero, temperando a trama de suspense com humor negro e metalinguagem. Meus pais adoram esse filme, sabiam?

Um livro: O silêncio dos inocentes (Thomas Harris)

Cinco mulheres são brutalmente assassinadas em diferentes localidades dos Estados Unidos. Para chegar ao assassino, a jovem agente do FBI, Clarice Starling, entrevista o ardiloso psiquiatra Hannibal Lecter, cuja mente psicopata está perigosamente voltada para o crime. Ao seguir as pistas apontadas pelo dr. Lecter, Clarice envolve-se em uma teia mortífera surpreendente. Precisava reproduzir tudo isso? Não bastava eu dizer que é até melhor que o filme?

Uma série de TV: Bates Motel

A série é um “prólogo contemporâneo” para o Psicose (1960), de Alfred Hitchcock. Não é das mais brilhantes, mas também não é das piores, e até que é divertida — divertida tal qual os fãs de terror compreendem o termo “divertida”, quero dizer.

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QUEM VAI DE CAPETA…

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O(s) demônio(s) é(são) tinhoso(s). Quando não está(ão) possuindo alguma adolescente, anda(m) por aí, em carne osso, para tocar terror na gurizada. Uma coisa é certa, é melhor não assinar nada que ele(s) pedir(em)…

Um filme clássico: O Exorcista (1973)

A silhouette of a man stands in front of a house at night in a still from the film,' The Exorcist', directed by William Friedkin, 1973. (Photo by Warner Bros./Courtesy of Getty Images)

Quem leu até aqui deve ter percebido que estamos, na medida do possível, tentando fugir das indicações óbvias. Porém, não buscaremos imprevisibilidade ao sugerir o melhor filme de terror de todos os tempos: O Exorcista. E diremos mais: o longa dirigido por William Friedkin não se destaca somente no gênero ao qual pertence. O Exorcista é um dos melhores filmes da história do cinema, incluindo todos os gêneros de todas as épocas (alerta de subjetividade ligado). “Hoje é uma ótima noite para um exorcismo“, concordam?

Um filme novo: Exorcistas do Vaticano (2015)

Assisti a esse no cinema recentemente. Confesso que me decepcionei. Mas isso porque esperei demais do filme, empolgado pelos trailers instigantes. Ainda assim, mesmo não sendo nada memorável, é ótimo para quem não se cansa de ver homens de batina tentando expulsar capetas do corpo da garotada.

Para aterrorizar: O Ritual (2011)

220px-O_Ritual-203x300Baseado no livro The Rite: The Making of a Modern Exorcist, de Matt Baglio, O Ritual é um filme sobre possessão demoníaca que busca ser mais realístico e verossímil. Justamente por isso, acaba por ser tão aterrorizante — a se destacar a interpretação impecável deAnthony Hopkins.

Para ver sem medo: Fim dos Dias (1999)

Arnold Schwarzenegger saindo no braço com o Diabo. É tudo o que temos a dizer sobre Fim dos Dias.

Um livro: O Pacto (Joe Hill)

Acordar de uma bebedeira com um par de chifres crescendo na cabeça. É o que acontece com Ignatius Perrish, personagem do livro O Pacto, escrito pelo filho do Rei Stephen. Uma grata surpresa, esse livro aí.

Uma série de TV: Carnivàle

Ambientada nos Estados Unidos durante a Grande Depressão, Carnivàle retrata a velha batalha entre o bem e o mal. Com um belo figurino e uma fotografia deslumbrante, o enredo mistura teologia cristã com conhecimentos gnósticos e maçônicos. Ah, sim, o coisa ruim está por lá.

Nos quadrinhos: “Lúcifer – O diabo à porta”

Desaconselhada para menores de 18 anos, “Lúcifer – O Diabo à Porta” narra as loucas aventuras terrenas do Senhor das Trevas, convertido em anti-herói de HQ por Neil Gaiman. O encadernado de histórias do roteirista Mike Carey não é terror, mas coloca o leitor na incômoda situação de simpatizar com o anti-Cristo, e até torcer por ele.