Arthur C. Clarke, mestre da ficção científica

Eduardo Nunes
Por Eduardo Nunes
20/03/2015

Conhecido do grande público principalmente por ser autor do romance 2001: Uma Odisseia no Espaço, Sir Arthur C. Clarke (1917-2008) é um dos principais nomes do panteão de autores de ficção científica.

Homem de ciência e de literatura, escreveu não só ficção, mas também textos científicos e de divulgação científica. Foi de um artigo seu, publicado em 1945 (16 anos antes do Sputnik), que se tirou a ideia de usar satélites em órbita geoestacionária para transmitir ondas de rádio. Até hoje, essa órbita é chamada Órbita Clarke.

Na literatura, suas façanhas vão muito além de 2001. Aliás, essa é uma obra que foge do padrão usual de “livros que deram origem a filmes”. O romance de Clarke e o filme de Stanley Kubrick foram criados simultaneamente, a partir principalmente de um conto do escritor: A Sentinela – e cada obra tem suas peculiaridades, baseadas na visão individual de cada um dos criadores.

Mais tarde, ao longo de décadas, Clarke escreveu três sequências da sua obra magna: 2010 (que ganhou em 1984 uma adaptação para o cinema dirigida por Peter Hyams), 2061 e 3001.

Além da saga dos misteriosos monolitos, o britânico escreveu outras obras fundamentais da ficção científica, como Encontro com Rama (que depois ganhou três sequências escritas em parceria com Gentry Lee), O Fim da Infância, A Cidade e As Estrelas, As Fontes do Paraíso e O Martelo de Deus.

Seus textos, em prosa articulada e elegante, são calcados na precisão científica e explicam conceitos complicados da ciência com leveza e simplicidade. Mesmo sendo um autor que escreveu suas principais obras em meio ao calor da Guerra Fria, Clarke apresenta uma visão quase sempre otimista do futuro da humanidade, em que a prosperidade e a paz são conquistadas graças ao progresso do conhecimento.

Ele mesmo escreveu: “como nossa própria espécie está provando, não se pode ter ciência elevada e moral abjeta. A combinação é instável e autodestrutiva”.

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