A origem de Deadpool, o herói que todos vão amar desde sempre

Senhor D
Por Senhor D
11/02/2016

Deadpool_Vol_2_49.1Deadpool finalmente chegou aos cinemas. Apesar do Ryan Reynolds (e ao mesmo tempo graças ao Ryan Reynolds), o filme tem tudo para ser um sucesso de público e crítica. E não vai demorar para todo mundo virar fã desde criancinha do Mercenário Tagarela.

Já vimos acontecer. Foi assim com Homem de Ferro e com Os Guardiões da Galáxia, que depois do lançamento de seus respectivos filmes ganharam tantos “admiradores das antigas” que a Marvel até hoje não entende por que as tiragens dessas revistas não correspondiam à quantidade de leitores autointitulados. O escurinho do cinema é realmente ambiente propício ao incentivo à leitura retroativa.

Pois o filme do Deadpool está aí. E, para não deixar nenhum taberneiro ficar para trás dos diferentões (que conhecem o personagem desde sempre, muito antes de ele virar modinha), a Taberna preparou este post sobre a origem do Dead nos quadrinhos.

QUEM É DEADPOOL?

Deadpool é a porra de um boca-suja. É herói, anti-herói e vilão, tudo ao mesmo tempo, mas raramente de uma vez só. É o personagem dos quadrinhos mais popular do mundo, com seus títulos liderando todas as listas de mais vendidos. “Tudo que tem o nome do Deadpool esgota”, ele mesmo costuma dizer. Foi criado pelo norte-americano Rob Liefeld  e por Fabian Niciesa, que é argentino, vejam só. Apareceu pela primeira vez como vilão coadjuvante em uma revista dos Novos Mutantes, em 1991. Daí em diante, conquistou seu espaço a golpes de katana e explosões de granada.

Deadpool é provavelmente o personagem mais depravado, desbocado e insano do Universo Marvel. Uma lenda urbana conta que ele não passa de uma paródia do também mercenário Exterminador, da DC Comics. Tanto os autores quanto o próprio Deadpool negam essa versão. Afinal, tirando o visual, o nome, a profissão, as armas e as habilidades, qual é a semelhança?

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A história de origem de Deadpool é obscura. Começa em um beco de Nova York, em uma noite fria e quente de primavera. Uma jovem caminhava apressada pelo calçamento imundo de cidade grande. Carregava uma sacola de remédios para seu pai, único ente da família ainda vivo. Andando rente às paredes, ela exibia uma barriga saliente de seis meses de gestação.

Deadpool_Vol_2_53De repente, a futura mamãe é atacada por uma gangue de ninjas. Vestidos de azul celeste, os malfeitores estavam armados com tacos de golfe e bexigas cheias de vômito de tartaruga. Ao todo, eram uns 10 ou 20. Acuada, a jovem soltou o pacote de medicamentos e começou a orar por sua vida e pela de seu rebento. Foi quando sentiu uma forte dor e viu surgir, por entre suas pernas, um bebê prematuro e pronto para a briga.

Armado apenas com o cordão umbilical, o recém-nascido defendeu sua mãe dos ninjas assassinos. Eram uns 30 ou 40, mas ele não se intimidou. Ia para cima deles com chutes e mais chutes e somente chutes – passava o dia dando pontapés dentro da barriga, era praticamente um mestre.

Quando colocou no chão o último daqueles 50 ou 60 ninjas, o pequeno furioso olhou para a mãe, que sorria de orgulho. “Você vai se chamar Wade”, disse ela. “Mamãe”, ele disse, “ainda não chegou a hora. Conversamos sobre o meu nome assim que eu nascer em definitivo. Pelos meus cálculos, tenho mais três meses de hospedagem”. Dito isso, voltou para o útero, entrando pelo mesmo lugar por onde tinha saído.

O tempo passou e deixou para trás as lembranças daquela noite em que uma centena de ninjas atentou contra a senhora Wilson. O pequeno Wade já não é tão pequeno. Adolescente dedicado à família e à escola, sofre com o bullying dos colegas de colégio. Educado e sensível, nunca responde aos xingamentos diários de “nerd”, “quatro olhos”, “Harry Potter”. O jovem Wade, nos seus 15 anos de idade, prefere focar-se nos estudos. Na piscina de plástico montada na garagem de casa, trabalha em um experimento que promete acabar com um mal que tem flagelado a sociedade por séculos: as espinhas.

Ocorre que, certo dia, a gangue dos 200 ninjas azuis sobreviventes invadiu a casa de Wade em busca de vingança. Sua mãe e seu avô foram mortos a tacadas sem que ele pudesse fazer nada para impedir. Em seguida, os bandidos afogaram Wade até a morte na piscina. Só que, por alguma razão que certamente tem a ver com o experimento líquido que era armazenado ali, Wade retorna do mundo dos mortos em busca de “Vingançaaaaaaaaaa!”, como ele mesmo gritou ainda com a pele sendo corroída pela gosma roxa.

Seu rosto e corpo estavam deformados, mas ele se sentia forte como nunca. Infelizmente, ao sair da piscina, com os pés descalços e molhados, escorregou, bateu a cabeça e se esqueceu de tudo. E não só se esqueceu de tudo como ficou com essas sequelas absurdas e permanentes no cérebro. Foi aí que deixou de ser aquele que conheciam seus conhecidos para ser aquele que conhecemos. Ainda faltava escolher o nome, o que ele fez a partir do resultado de uma enquete no Facebook: Deadpool, profissão mercenário. A segunda opção mais voltada foi “Nerdpool”.

E fim.

Depois disso tudo, Deadpool tomou de assalto o universo das HQs, tanto pelo lado dos mocinhos quanto pela galera do mal. Hoje, tem dois clones, duas esposas e uma quedinha pelo Homem-Aranha. Com o segundo melhor fator de cura da Marvel (perde só para o Hulk), volta e meia Deadpool se cansa da imortalidade e entra nessas de morrer. Mas não tem jeito de acabar com o Tagarela, mais difícil que isso só fazer com que cale a boca – e olha que até já costuraram ela naquela ocasião que não ousaremos citar.

E que venha Deadpool: parte 2.