Max Rockatansky, o Guerreiro da Estrada

Eduardo Nunes
Por Eduardo Nunes
24/04/2015

Policial que se torna justiceiro numa Austrália distópica e pós-apocalíptica, Max Rockatansky, “The Road Warrior”, é o protagonista da saga cinematográfica Mad Max, lançada pelo diretor George Miller em 1979.

No primeiro filme, ele é apresentado como um patrulheiro rodoviário frio e implacável, numa sociedade decadente que está em seus últimos estertores. Enquanto a polícia se torna cada vez mais violenta para tentar fazer frente às gangues, Max almeja manter a sanidade e levar uma vida tranquila com a mulher, Jessie, e o filho, o bebê Sproggo.

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É nessa época que o protagonista percebe a degeneração paulatina que vivencia e tenta deixar a polícia para não se tornar tão mau quanto os bandidos que persegue. Antes que ele consiga fazer isso, Jessie e Sproggo são mortos por uma gangue de motociclistas (a mesma que destruiu a vida do seu parceiro Goose) e o policial se converte num vingador cruel e meticuloso, que caça um a um os assassinos da sua família.

A morte da família de Max coincide com a morte da sociedade australiana. Nos filmes seguintes, num contexto de esgotamento das reservas de petróleo, o Estado se esfarela e o ex-policial perambula, de carro, pela Wasteland, um deserto pontilhado de nômades dispostos a matar ou morrer por um pouco de combustível.

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Amargurado pela tragédia de um passado que é incapaz de esquecer, Max forma, com seu velho carro de polícia envenenado, um único ente: um centauro punk sedento de gasolina e vingança – o que não o impede de ser, eventualmente, o benfeitor de pessoas oprimidas pelos vilões da Wasteland.

Nos três primeiros filmes (de 1979, 1981 e 1985), Max foi interpretado por um certo ator americano radicado na Austrália, então pouco conhecido, chamado Mel Gibson. No reboot lançado em 2015 e batizado Fury Road (Estrada da Fúria), o road warrior é encarnado por Tom Hardy, e o filme diz muito pouco sobre sua vida pregressa – temos apenas flashbacks vagos e rápidos que indicam muito sofrimento e a morte atormentando a personagem.