GEADA E FOGO DE CHÃO | Os Tabaréz

Redação A Taberna
Por Redação A Taberna
11/12/2017

Escudo: Boitatá vermelha sobre fundo negro

Lema: Sangre Y Fuego

Descendentes dos antigos castellanos da Banda Oriental, os Tabaréz se adonaram de Pâmperos há centenas de anos, quando Alfonso, O Conquistador, cruzou a Campanha acompanhado por suas terríveis serpentes de fogo e fez com que os senhores das Sete Grandes Estâncias lhe jurassem fidelidade. Bueno, pelo menos no caso dos patrões de Invernêra, Temporal e Grande Charqueada, os que dobraram os joelhos foram os filhos dos velhos estancieiros redomões que pagaram o preço de sangue e fogo pelo desafio ao forasteiro.

Para celebrar o estabelecimento da sua dinastia, Alfonso serviu às Casas vassalas a maior churrascada que Pâmperos já viu e, ao final, mandou forjar, com milhares de espetos e utensílios usados para assar a carne, o Trono de Espetos, de sobre o qual passaram a governar os Intendentes instalados em Porto dos Casais.

O domínio Tabárez chegou ao fim na época de Andrés, chamado El Lôco, em uma rebelião de grandes senhores iniciada por Roberto Teixeira, patrão da Estância do Temporal. O Intendente e sua descendência foram todos assassinados com brutalidade, à exceção dos filhos menores, Vicente e Daniela, que tinham sido levados para o Chuy e conseguiram fugir para as Cidades Livres.

Quase quinze anos depois, quando vivia sob a proteção do Señor Ortiz, um próspero comerciante de Paso de Los Libres, Daniela, A Última das Boitatás (seu irmão Vicente morreu de tuberculose quando ambos moravam em Rivera) viu no casamento com o poderoso chefe haragano Yaros um meio de obter um exército para reivindicar o Trono de Espetos.